terça-feira, 13 de dezembro de 2016

[DRAMA/REVIEW] One More Happy Ending



Resumo: História de 3 amigas e seus relacionamentos, é a premise do drama. Em especial Han Mi Mo, uma divorciada que sonha voltar a amar ~~~~

Opinião: Não sei se deva chamar review a isto... é mais uma junção de comentários.

A sinopse interessou-me, e logo comecei a ver!! Os primeiros episódios não me convenceram, mas aquilo ficou gradualmente interessante!! 

O enredo foi sloooow. Mais lento do que eu pensava - até fiquei chateada quando vi que o romance aparecia só no ep. X -, mas não acho que tivesse sido mau ou idiota, porque o flow foi bom. Não foi apressado, apesar de poder ter tido ali alguns pontos pelo meio. Fez sentido, pelo menos para mim.

A nível de personagens.... Gostei imenso do romance da Han Mi Mo... Ela exasperava-me às vezes, mas o Soo Hyuk apaixonava-me... Meu ideal man! Encontrei-o!! Yes!! [Pensamento Indiscreto: FY, SooYoung, neste momento odeio-te TT]

Este deve ter sido o drama em que mais gostei da Nara, sem dúvida. E é só a mim que ela me dá a sensação de perfect wife/mom? Ela tem cara de mãe, juro, pra mim tem! Tão amorosa!

Gostei muito da história da amiga casada.... Acho que foi a minha preferida, até mais, em certa medida, do que a da principal! Pela primeira vez aquele actor mostrou-se num bom papel, adorei!! Queria ver mais!! Queria ver o desenvolvimento, e uma cena mais adulta, menos childish/cutely! Mas como sidestory e como romcom já não o esperava... ;_______;
A nível do casal em si, a personagem dela não teve grande desenvolvimento. Ou seja, ela corajosamente disse sim, e deu o passo em frente, mas foi tudo por incentivo e suporte dele, quando devia ter sido o contrário - ou, pelo menos, um mútuo. Isto ao início, claro (sem contar com as actividades posteriores do school camp). Gostaria muito mais de ter visto ela atrás dele do que o contrário!


A da de cabelo curto (oh nomes, sorry, que vos esqueci!) teve o romance que mais me passou ao lado.. Não me interessou... Ao ponto de me esquecer que se tinham casado já. [E DEUS QUE O PESSOAL DO VIKI NÃO VÊ O DRAMA!! Vi, sem exageros, uns 30 comentários ao longo do drama a perguntar se ela não estava grávida, quando aquilo já tinha ficado resolvido há séculos atrás! GRRR, pessoal, vejam!!!]

A professora... Teve uma personagem engraçada... Esperava um pouco mais do romance dela, mesmo a nível de cenas... Aliás, a nível de romance (no sentido de skinship a série em si) meio que deixou a desejar. Mas achei engraçado ~~~

O Soo Hyuk, como disse, adorei! Mas adorei ainda mais o puto! Quem me dera ter visto mais dele, tipo na escola, com amigos, e também com comportamentos típicos da sua idade, não com aquela maturidade toda sempre... Seria interessante!!

Não me lembro que mais dizer... Isto não foi bem uma review, foi uma arrumação de ideias lool Achei um drama cute, amoroso, fofinho como tudo, engraçado nalgumas partes, e vale a pena, é light e cute ~~~ Os últimos episódios, as cenas de alcoolemia e etc, foram tão fofas/engraçadas. Normalmente não sou de achar graça (no sentido de rir), mas estes foram.

Pontos: 8/10



[DRAMA/REVIEW] Scarlet Heart


Resumo: A história fala de uma rapariga que, depois de um acidente, viaja no tempo até a uma das suas encarnações, Maerta Ruoxi, no tempo do Imperador Kangxi (um dos mais conhecidos imperadores chineses). Maerta, com o seu comportamento livre e rebelde, desenvolve novas amizades com os príncipes, e até romances.

Opinião: Depois de muita curiosidade quanto a este drama chinês - que originou o remake coreano 'Moon Lovers' -, e muito boas reviews, eu decidi ver, já pronta para ficar encantada.

Se viveu às expectativas? Sim e não - ou seja, sim, mas não da forma que eu esperava.

Quando me aconselharam este drama, prometeram-me uma história de amor. Foi nessa premissa que eu segui o drama, e foi com ela que continuei a ver.

Os primeiros episódios são bastante interessantes, e assim continua. Vemos o desenvolvimento das relações e das personagens, vemos o romance, vemos a política, a intriga e as relações familiares.

Quando estava a chegar ao fim, lá prós 25 aos 35, aquilo começou a aborrecer-me - não que o drama fosse chato, mas estava a ser ligeiramente longo pró tempo que eu queria dispensar a ver e eu ultimamente não tenho tido paciência pra ver tudo seguido. Mas depois cativou-me novamente (mais porque eu queria ver o fim dela - que já conhecia btw).


Acho que o ponto forte do drama foram as intrigas e a forma como demonstrou a realidade. Mostrou-nos um amor verdadeiro mas com espigas, mostrou-nos que nem tudo é perfeito, especialmente numa luta de irmãos pelo trono.

*SPOILER ON*



*SPOILER OFF*

Outra coisa que gostei também aqui, embora na segunda metade não se tenha verificado - a família. Não sei se é corrente nos dramas históricos chineses, mas nos coreanos a maior parte da família não se dá, mesmo até pais e filhos. Neste, pareciam dar-se melhor, em especial o Imperador. Mas claro que na segunda metade não se viu isso, mas não foi tão óbvio e transparente como alguns coreanos. Não sei se foi só nesse.

A única coisa que ficou menos bem no drama foram os efeitos.... passeios à noite em que se notava bem que era um cenário e não real... flores gigantes enquanto rema.... etc.

Personagem preferida? Pra mim o 13º príncipe. Ele e Luwu for life, pleaase. Mas gostei mesmo dele. O 10º também teve muita piada, tho.

No fim de contas... Não esperava o desfecho e não foi o romance que eu queria nem esperava... mesmo a nível de plot... mas foi um bom drama. Aconselho, e estou curiosa quanto ao coreano.

Pontos: 8.5/10


[DRAMA/REVIEW] Beautiful Gong Shim




Resumo: Apesar de serem irmãs, Kong Shim (Minah) e Kong Mi (Hyo Rim) são bem diferentes. Kong Mi ficou com todos os bons genes, enquanto a outra apenas herdou um bom coração. Ahn Dan Tae (Goong Min) é um advogado de direitos humanos, enquanto Seok Joon Soo (Joo Wan) vem de famílias ricas. Quando as suas vidas se cruzam, surgem competições, amor e inveja. Poderão encontrar a felicidade que procuram? (Créditos: Viki)

Opinião: Julgo, honestamente, que a sinopse ou se enganou ou o drama estava programado para ser algo que não chegou a ser. Basicamente, acaba por ser um romance entre duas personagens, mais uma data de triângulos amorosos, segredos, intrigas, etc.

Quando comecei a ver, gostei logo de início. Achei engraçado, e a personagem do Nam Goong Min era tão louca que eu queria ver como se iria desenrolar. Pensei até que se calhar devia ter visto tudo logo de seguida - mas ainda bem que não o fiz. Apesar de ter ficado algumas semanas sem ver (vi até ao 14, e só mais tarde decidi pegar e acabar), assim que recomecei apanhei-lhe o gosto... não foi difícil ^-^

A nível de enredo, eles tiveram sim ingredientes para tornar o drama interessante sem deixar de ser uma comédia romântica, mas acho que não os trabalharam bem. Não só o drama foi excessivamente longo (com um final meio draggy), apesar de ter os normais 20 episódios, como não houve suspense - esses segredos de família souberam-se logo tudo desde o primeiro episódio (honestamente: what a turn off!!!!!). Ao menos, a personagem do NGM não sofreu tantas alterações quanto esperava (pela notícia que tinha saído na altura): continuou a ser o homem engraçado que era, com algumas mudanças. E juro que toda a comédia foi super bem vinda!

Também podiam ter criado um side romance, como estava na sinopse, e seria bem mais interessante. E talvez um melhor desenvolvimento do carácter da irmã dela, que realmente nunca me convenceu.

*SPOILER ON*



*SPOILER OFF*

Mas sim, acho que teria ganho mais com o romance, em lugar das rivalidades... e o Joon Soo bem merecia ^^


Quanto à Kong Shim... gostei dela, e ao mesmo tempo não... a personalidade dela às vezes era tão estranha, e achei tão desnecessário ela passar a vida com aquela peruca.. não foi a minha protagonista preferida, mas também não foi má. Ao menos tinha alguma garra. Mas eu acho que ela se foi perdendo ao longo do drama... e não teve grande character development senão no final.

Sabem, eu era pra não escrever nada aqui. Ia dar 9 ao drama sem dizer nada porque o achei bastante bom a nível de entertaining (visto de longe, pareço doida, porque o drama não é assim tão bom!), mas ao mesmo tempo não seria um drama que eu viria aqui gabar e dizer "Que masterpiece, vejam por favor", porque, bem, é cute e heartwarming mas confesso que se fosse outro actor se calhar não gostaria tanto... 

*SPOILER ON*



*SPOILER OFF*

Enfim. Posto isto, não sei o que mais fazer. O drama foi light e cute e giro e não sei que mais até ao episódio final, apesar de algumas falhas. Acho que se susteve muito na personagem do NGM, e não sei sinceramente se ele vai conseguir se afastar de uma personagem destas caso faça outro rom-com, e podia ter tido desenvolvimento bem melhor.

Pontos: Ia dar 9.... mesmo ignorando as falhas. Agora... vou dar 8... ou talvez 7.5, para ser mais justa. Para um enredo que deixou tanto a desejar - caramba, até eu conseguia melhorar aquilo!! -, ainda assim me divertiu bastante.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

[LIVRO/REVIEW] Red Queen Trilogy (Red Queen/Glass Sword) - Victoria Aveyard







Nota: os dois primeiros livros foram lidos em inglês; até agora só o primeiro foi traduzido em português e o terceiro será lançado nos EUA em Fevereiro de 2017. Colocarei aqui as informações relativas ao livro em português mas os livros que efectivamente li foram os originais. A sinopse colocada é relativamente ao primeiro livro, mas tentarei fazer algumas referências ao segundo na parte da «opinião».




Título: Rainha Vermelha
Autor: Victoria Aveyard
Título Original: Red Queen/Glass Sword
Editora: Saída de Emergência
Data de Lançamento: Setembro 2015 Páginas: 352
ISBN: 9789896378486
Tradutor: Teresa Martins de Carvalho

Resumo: O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena? (Créditos: Wook)

Opinião: Se já leram ou pensam ler, ora, sejam bem-vindos a este universo distópico, mais popular e recentemente conhecido através da obra literária de Suzanne Colins, Hunger Games (em português: Os Jogos da Fome). Tentarei não falar muito da história, assim como não dar muitos spoilers, para que possam ser, como eu fui, surpreendidos!

Devo confessar que este livro foi-me oferecido por uma amiga, em inglês, e representou quase o meu início na leitura de livros em inglês (coisa que não fazia porque não me motivava) e na leitura de ebooks (no caso do segundo volume, que não tinha em papel). Os únicos que tinha lido era o Bad Romeo e o Broken Romeo, mas são temas diferentes.

Adorei a ideia. Um mundo paralelo, com um bom toque sobrenatural que me cativou de imediato.  Se calhar, para quem está habituado, o livro até pode não ser nada de mais, no sentido de ter ideias semelhantes a livros do género, mas para mim a premissa inicial do livro é bem pensado e interessante, assim como, a certo nível, original. 

Mas aquilo que o livro tem de melhor, para além do enredo inicial bem pensado e interessante, é a escrita que o acompanha. Por ser um livro bem escrito mas, ainda assim, simples e claro, fui capaz de ter uma leitura agradável, sem me lembrar sequer que o livro estava escrito em inglês.

Os livros são escritos na primeira pessoa, por Mare Barrow, uma jovem de quase dezoito anos de uma família plebeia que, por não ser boa em nenhuma actividade que a permita ser aprendiz, passa os seus dias a roubar nas ruas para ganhar algum dinheiro e sabe que o seu futuro passa por ir para a Guerra, travar batalhas pelos interesses dos Prateados.

Os dois livros que compõem actualmente a trilogia apresentam vários toques políticos, juntamente com twists e construção de batalhas. Os livros passam exactamente pelo confronto dos Vermelhos (os plebeus) e dos Prateados, através das aventuras da protagonista, que é uma personagem forte e decidida, com qualidades e defeitos.

Uma coisa que gostei nos livros foi a caracterização das personagens - temos personagens fortes, boas, contraditórias, vilãs... De tudo um pouco.

Aquilo que menos gostei foi da questão do romance - toda a história explora um semi-romance, um triângulo amoroso entre a protagonista e dois indivíduos, mas não a concretiza em profundidade. Isto é, o primeiro livro analisa isso apenas à superfície; o segundo explora-o mais, mas, pra mim, de forma insípida, sem sentimentos. Se era pra ser retratado assim mais valia não terem criado nada.

Pra mim, o primeiro livro é uma óptima abordagem à história, e uma boa porta de entrada. É interessante e cativante, tem todos os elementos para representar uma boa leitura. O segundo livro é que me deixou com sentimentos contraditórios, e que podia ter sido melhor.

Primeiramente, o segundo livro, Glass Sword, trata de Mare quando esta é uma fugitiva e uma opositora ao regime dos Prateados, procurando encontrar pessoas especiais como ela que o possam combater.

Este, pra mim, teve mais toque político e até foi bem pensado, no sentido em que encontrou uma forma de motivar os leitores perante um livro cuja história, em comparação ao primeiro livro, era um pouco mais monótona e não era tão envolvente: a busca por pessoas especiais que, como Mare, tinham sangue vermelho mas possuíam super poderes e o conhecimento de quais os super poderes delas. Isto é, fala de intrigas e tramas políticos/estratégicos e explora mais o romance (na forma insípida que já referi), todavia, deixou a desejar - também não achei que a profundidade fosse a desejada, mas isso acontece-me, confesso, em vários livros do género (acho que sou exigente quanto ao desenvolvimento).

Também julgo que outra razão pela qual o segundo livro ficou aquém das expectativas em relação ao primeiro foi a caracterização da protagonista da história. Mare, já considerada forte e corajosa, torna-se numa personagem teimosa e fria, que é obstinada ao ponto de não olhar a meios para atingir os fins. Ela luta pelos Vermelhos e pelos direitos destes, mas olha para os Prateados como sendo todos desumanos e maus, merecedores da morte. Ou seja, ela trata os Prateados quase da mesma forma que estes tratam os Vermelhos, é extrema a esse ponto. Tanto que em muitas reviews os leitores dizem que não gostaram dela e que ela é uma pessoa horrível.

No geral, são livros que recomendo. O primeiro é, do meu ponto de vista, melhor; mas o segundo também é bom para quem está ansioso por saber a continuação. E, quanto ao terceiro livro, cá o esperamos em Fevereiro de 2017!

Pontos:
  • Red Queen: 9/10
  • Glass Sword: 7/10

Drama que ando a ver no momento: Fantastic, On the way to the airport, Shopping King Louie
Livro que estou a ler no momento: "O Erro de Descartes" - António Damásio

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

[LIVRO/REVIEW] Porque Escolhi Viver - Yeonmi Park




Título: Porque Escolhi Viver
Autor: Yeonmi Park
Título Original: In Order to Live: A North Korean Girl’s Journey to Freedom (2015)
Editora: Objetiva
Páginas: 320
ISBN: 9789896650049
Tradutor: Ester Cortegano

Resumo: A história real de uma norte-coreana que fugiu para conseguir viver. Cresceu a pensar que era normal ver cadáveres na rua a caminho da escola. Que era normal comer plantas selvagens para calar o estômago. Que era normal ver os vizinhos "desaparecer". Aos 13 anos, quando a fome e a prisão do pai tornaram o futuro impossível, Yeonmi e a família tomaram a decisão arriscada de fugir. Arriscaram morrer porque escolheram ser livres. Porque escolheram viver.

Opinião: Este foi um livro que eu quis muito ler, ao ponto de não resistir mesmo a comprar. Ainda assim, guardei-o para ler nas férias, e tenho andado a arrastá-lo durante imenso tempo. Finalmente terminei-o, e vim partilhar um pouco do que li, tentando não entrar muito em detalhes (a.k.a. spoilers) - apesar de a sobrecapa do livro já apresentar spoilers suficientes.

Para começar, devo salientar a coragem que deve ter sido relembrar todos aqueles momentos, colocá-los em papel e viver [como activista] para alertar o mundo sobre o país longínquo e desconhecido que é a Coreia do Norte.

O Mundo precisa saber. Todos precisamos de saber.

Este livro traz-nos o relato da vida de Yeonmi e da família na Coreia do Norte, a sua [dificílima] fuga/estadia na China e a sua integração na Coreia do Sul. Fala-nos do quão moldadas são as mentes norte-coreanas desde a infância, da veneração ao líder e de toda a vida deles - vida essa que muda consoante a classe em que a pessoa está inserida, a qual pode vir a mudar com um "movimento em falso".

A autora relata-nos a sua história de forma bonita e eloquente, transportando-nos para a sua realidade com facilidade. Sentimo-nos na pele dela, e com ela rimos, choramos e revoltamo-nos.

Pessoalmente, este livro não me trouxe nada de novo a nível de conhecimentos (talvez por isso tenha demorado tanto tempo a lê-lo, mas ficava cativada sempre que lhe pegava... o problema era não pegar muitas vezes TT). Já há muito que estava consciente de como eles viviam e o testemunho dela apenas solidificou esses conhecimentos. No entanto, é sempre bom para relembrar (ou para conhecer) e suscitar em nós um sentimento de revolta que, quem sabe, pode ser um pequeno passo.

Esta história teve um final feliz. Mas quantas outras não tiveram? Quantos continuam a ser oprimidos pelo regime; quantos vivem em condições desumanas, lá e na China, e quantos morreram enquanto tentavam fugir? Quantos viram os seus familiares mortos por razões indescritíveis; e quantos vivem sem saberem que têm direito a pensar por si próprios?

Hoje, eu sou Yeonmi. E Yeonmi representa cada cidadão norte-coreano. Promovamos a consciencialização!

Partilho aqui um vídeo que vi dela - sem saber, na verdade, que era ela - e que representa muito daquilo que ela relata no livro. Para o caso de quererem mais detalhes, aqui fica. Vale muito a pena :)




E, para quem quiser, o Expresso escreveu um artigo que resume em uma página a vida dela (essencialmente, do que trata o livro). Podem lê-lo aqui.

Pontos: 8/10

Drama que ando a ver no momento: Cinderella and the four knights, Moon lovers, Second to last love...
Livro que estou a ler no momento: "A Prometida do Capitão" - Tessa Dare

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

[FILME/REVIEW] One Smile is Very Alluring




Título: One Smile is Very Alluring/Love O2O
Género: Comédia, Drama, Romance
Data de lançamento: 12 de Agosto de 2016
País: China
Roteiro: Gu Man
Direcção: Zhao Tianyu
Duração: 1:43:29
Actores: Angelababy and Jing Boran
Trailer:



Resumo: Xiao Nai (Jing Boran) é um especialista em jogos e, ao mesmo tempo, o estudante mais popular da universidade. Um dia, ele cruza-se com a deusa do campus Bei Wei Wei (Ângelababy) e é amor à primeira vista. Contudo, aquilo que o levou a reparar nela não foi a sua aparência mas sim as suas habilidades de mestre no jogo online RPG. Agora, Xiao Nai deve usar as suas habilidades, quer no jogo quer na vida real, para capturar o coração da Wei Wei. Será que o amor deles tem XP suficiente para conseguirem, ou o amor deles nunca subirá de nível?




Opinião: Andava eu ansiosa pra ver o cdrama quando me aconselharam a ver o filme primeiro. E eu, curiosa, acedi. E não me arrependi. 

Para quem não conhece, este filme é baseado num livro de Gu Man com o mesmo nome... o qual deu origem também a um drama recente, chamado "O2O". Quem quiser pode ler o livro aqui.

Eu vi o filme sem expectativas e, quem sabe, talvez por isso ele me tenha agradado tanto. Adorei a temática (fiquei com vontade de experimentar esse tipo de jogos, algumas dicas? Macaca de imitação!), e os efeitos visuais do filme também eram realmente bonitos.

A história em si passa-se "entre dois mundos". Quando li a sinopse, achei que eles entravam mesmo no jogo (sequelas de andar a ver W) e fiquei curiosa, mas não é bem disso que se trata. Nós vemos a interacção deles nos jogos como se fossem reais, mas, claro, está sempre alguém por detrás do ecrã, e daí o filme se basear nas interacções deles e na ânsia de depois se conhecerem na vida real.

O filme começou bem e foi continuamente excitante até chegar a certo ponto, altura em que se tornou um filme simples de se ver e agradável para os tempos livres. Ou seja, não é nada de complicado, mas também não foi nada de especial. Estava à espera de maior conteúdo, maior romance também, mas houve muita cena "roubada" que poderia ter dado um filme melhor - por exemplo, mais conteúdo na vida real, maior excitação no reencontro, etc.

O que este filme tem de particular são os seus actores, em especial, a Ângelababy... a sua personagem WeiWei apaixonou muitos espectadores quando em comparação com a do cdrama.

No fundo, aconselho a verem, em especial se ainda se estiverem a preparar para ver o cdrama. Aparentemente, ver o filme antes ou depois do cdrama é capaz de influenciar a nossa posterior opinião. Daí se calhar ser interessante se o virem sem expectativas, como eu fiz.

Pontos: 8/10

Onde ver/baixar: kissasian (em inglês)




Drama que ando a ver no momento: Cinderella and the four knights, Moon Lovers, Second to Last Love...
Livro que estou a ler no momento: "Porque escolhi viver" - Yeonmi Park

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

[DRAMA/REVIEW] Say That You Love Me


Título: Say That You Love Me
Género: Drama, Romance
Nº de Episódios: 32 (45min cada)
Data: 11 a 26 de Agosto de 2012
País: China
Actores: Genie Cho, Wang Chuan Jun, Xiao Xiang e Fu Yi Wei
Trailer:



Resumo: O drama tem como sinopse alguém que gosta de um rapaz super popular e que entra na mesma universidade que ele e se envolve em vários acontecimentos embaraçosos.

(Nem sequer estava a perceber porque é que diziam que era a versão chinesa de Itazura na Kiss - até os protagonistas irem randomly viver juntos só porque ela não conseguiu mais dormir nos dormitórios do colégio.)


Opinião: Quando comecei, estava a gostar imenso do drama. Pelo menos até ao sexto episódio quase parecia que os episódios tinham apenas 15 minutos (em vez de 45), de tão abstraída eu estava. No entanto, aquilo foi sol de pouca dura.

Há medida em que fui vendo, fui ficando desiludida. Atenção: pode conter SPOILERS.

Este drama é de facto a adaptação chinesa de "It started with a kiss"/"Playful kiss"/"Mischievous Kiss: Love in Tokyo", mas uma versão mais soft, com um rapaz mais querido e atencioso (e justo, por sinal) e uma rapariga menos burra, mais normal, mas propensa a situações embaraçosas e mal-entendidos (hey, that's me!). E o enredo era diferente, haviam apenas algumas semelhanças aqui e ali.

Anyway... O drama estava EXCELENTE nos primeiros episódios. A sério. Lá pro 13 ou 14 começou a parte mais chata.. o homem já gostava dela há epis atrás mas era lento a aperceber-se, mas ainda mais lento ficou depois de passar 6 epis sem acção nenhuma.

Cheguei quase aos 20 a suspirar de aborrecimento, mas pensando que finalmente haveria alguma acção - visto que ele tinha percebido os seus sentimentos por ela. Mas nope. Interferência dela, e depois epis em que ele andou sempre a persegui-la. Achei uma cena bem feita mas que desperdiçou montes de tempo - era compreensível se fossem 40 epis, mas eram 32! E depois a verdade é que eles só ficaram juntos bem no fim, e nem um beijo no final dela. Só houve dois beijos, um por acidente e um enquanto ela dormia. Assim não vale. 32 epis pela sanita abaixo.

Outra coisa ridícula foi a transformação da antagonista. I mean, já estava à espera que ela no fim tivesse par porque a cena de abertura parecia mostrá-lo e porque se baseavam muito na sua história de família, mas ela era uma asshole do caraças para se tornar depois da Madre Teresa de Calcutá e ser a pessoa mais querida do mundo! I mean, ela fez tantas m*rdas à protagonista, as quais por sinal nunca foram sequer descobertas (ela contou algumas - pouquíssimas - no final para se redimir), e nem sequer a história familiar dela o justifica. Eu gostava dela antes de ela fazer essas tretas, agora não sei como a puderam 'desculpar' e dar um final feliz.

Estou com aquela disposição de apagar tudo da minha mente e não recomendar nada. Na verdade, o drama em certos aspectos foi bastante viciante, só foi um desperdício de enredo! Eu até esperava que fizessem 2 temporadas numa mas nope. Não sei se aconselho ou não. Fiquei com pena porque o drama tinha tuuudo para vingar. Na verdade até era bastante bom.

Pontos: 6.5

Onde ver/baixar: